Google+ Versos - Rabiscos de Deus - Romance de Aluisio Nogueira

Versos

Ah, a vida é como um jardim que você plantou!

A beleza resulta de suas atitudes...
Do que fez com a sua vida, com o seu jardim...

Se nada plantou, seu jardim será um terreno árido e estéril...

Se não arrancou as pragas e não teve cuidado, terá um matagal,
com escorpiões e cobras...Mas,
se plantou flores, semeou o que era bom e cuidou do solo (vida),
arrancou as pragas (mágoas) e regou seu jardim durante a sua vida... Então,
terás uma bela morada... Porque, certamente, independente do que fez com o seu jardim, é nele que você vai morar eternamente. 

Aluisio Nogueira - Autor do Livro Rabiscos de Deus - Editora Ágape







Era jovem, vinte anos apenas...
Só eu e ela, naquela casa enorme...
Ah, meu irmão caçula dormia...
O relógio apontava para o fim daquele dia.
Ela estava sentada, quieta...
Pouco comum para alguém sempre tão falante...
Estava cansada...
Falou-me que iria deitar-se, descansar um pouco.
Eu a vi retirar-se, fiquei só naquela sala,
Enquanto aquela cadeira balançava triste...
Bem suave ao meu lado.


Ela sempre sorria muito,
Tinha histórias boas para contar...
Parecia ler meus pensamentos...
Decifrar minha alma,
Sabia o que eu queria...
Naquele momento...
E me dizia sempre o que eu precisava ouvir...
Na hora certa!
A casa muito grande, normalmente sempre cheia...
Amigos que passavam horas e horas,
Ouvindo as suas histórias.
Estavam sempre a sua volta
Pediam para contar outra de suas piadas...


Como boa carioca, adorava sorrir e fazer sorrir.
Fazia isso com doçura,
Seu olhar experiente, perspicaz...
Sua simplicidade doce...
Seu amor latejante, tudo contagiava.


Fazia-me carinho com suas receitas e delícias...Cozinhava como ninguém...
Mesmo que fosse só um bolinho de arroz. Ah...
Seu salgadinho tinha um tempero maravilhoso.
Ninguém conseguiu reproduzir, por mais que o quisesse.


Quando ouvi sua voz a sussurrar...Corri até o quarto e foi horrível o que senti...
Em meus braços eu a vi desfalecer...
Franzina... 


Quando a ergui em meus braços,


seu pequeno corpo já não respondia mais.


Só depois de confirmado,
Chorei angustiado e por horas sem parar...
Eu urrava a minha dor...
E a mim mesmo me estranhava...
Pois me julgava preparado. Doce ilusão.


Naqueles dias quando eu dormia,Sonhava com ela ao lado de minha cama,
Fazendo cafuné e dizendo que estava tudo bem!


Sinto saudades de você!


Tanto tempo se passou e hoje me lembro...


Não amargurado... Mas feliz!
De você minha vozinha,
Que eu tanto amei e me fez tão feliz!
Hoje conto aos meus filhos
Com orgulho dessa alegria...
Vó é doce... É um sonho!


Sua vida um presente de
Valor inestimável.
O seu neto te adora,
Obrigado por ter existido
Na minha história! 
Aluisio Nogueira

*****************************************************************************

Por que me odeias? Eu sempre soube!
(Crônicas: Mágoa e perdão que vem de Deus)

Acusa-me de todo tipo de maldade, diz que sou mentiroso e traidor... Gasta seus dias me perseguindo e acusando-me de ser o malfeitor que jamais fui. Condenou-me a morte por meus erros, mesmo quando voltei atrás, mesmo arrependido, nada parece aplacar seu ódio e sede de vingança, todas as suas frustrações são lançadas contra mim, como pragas, suas orações são rejeitadas por Deus, mas recebidas pelo inferno que se alimenta delas, porque são palavras de morte. Seu coração está cheio de vingança e seu olhar clama a todos que me odeiem como tu, e pedem aos mesmos por misericórdia e pena sobre si, cheia de comiseração está a sua alma. Alguns daqueles, contaminados pelo seu ódio, vieram até mim para matar-me, mas Deus revelou-me suas intenções, Ele moveu o céu e mais uma vez preservou-me, como a muito o faz, aliais, sempre o fez! Livrou-me de feras ainda maiores. De ti, tolerei os erros e afrontas, perdoei seu ódio sabendo que era real, respeitei sua posição, sua idade, dei-lhe um lugar de honra e suportei seu ódio como se dele não soubesse, tentei compreendê-lo, não declarei-me inocente, mas pecador, como és tu que se julga digno e reivindica para si a razão. Sempre soube de seu ódio, por décadas tentei ignorá-lo, porém o sentia palpável, presente e real, no seu sorriso para mim a falsidade, na sua sombra via o semblante real com um punhal na minha direção, desejando a minha derrota e miséria. Fui abatido, perturbado pelo seu desejo, arrasado pelos demônios que você alimentou com seus sentimentos de morte, ainda que soubesse o mal que me desejavas, ainda assim domei minha ira, jamais o odiei, nunca desejei teu mal como desejas a minha morte todos os dias, sonhas com o meu fim como se meu sangue pudesse dar-te de volta a vida que nunca teve. Perdeu sua comunhão com Deus e se aliou ao inferno para me derrotar. Vende caro cada gesto seu... Tudo que fez, multiplicas por mil, o que recebeu, divides por um milhão. Deus se calou diante de minhas decisões, tentou avisar-me, mas eu surdo me fiz, Ele não concordou, mas a decisão foi minha, Preservou-me o Senhor, seu amor causa repúdio aos que me odeiam, inveja aos que buscam reconhecimento para si. Deleito-me no Senhor! Quando esperava a Sua condenação e repúdio, Ele me fez saber de seu amor, disse-me: Perda! Definindo assim minha circunstância, porém, disse Ele: - Eu mudarei seu cativeiro e revelarei os que te oprimem! Os seus inimigos são meus inimigos! Eu glorifico o meu Deus! Só Ele pôde colocar esse amor no meu coração, um amor por aquele que deseja meu fim... Não, eu não sou bom, mas o meu Deus é bom, sua essência é amor e justiça. Sem Ele não sou nada, sequer existo! Mas com Ele posso todas as coisas, Ele me dá condições de amar quem me odeia, de suportar seu punhal de calúnias e ainda assim olhar nos seus olhos e no meu coração desejar a tua salvação, porque nunca o verei como meu inimigo, apesar de saber que vendeu sua alma e que louvas a si mesmo. O orgulho é o pai de todos os pecados! Deus tenha piedade de ti.

Texto: A confissão que Davi não verbalizou (sobre Saul e Aitofel).
                                                                                                                           Autor: Aluísio Nogueira   



A reprodução dos textos é autorizada somente com a citação do autor a da fonte.

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